Comissão Europeia recomenda gás natural no transporte de mercadorias

No Conselho Europeu de 20 de Dezembro a foi aprovada uma proposta de Regulamento de Emissões de CO2 para Veículos Pesados em que a Comissão indica que “A implantação de tecnologias atuais e futuras mais inovadoras baseadas em GNL contribuirá para o cumprimento das metas de emissão de CO2 a curto e médio prazo, uma vez que o uso de tecnologias de GNL leva a menores emissões de CO2 em comparação com veículos a diesel. … Além disso, as atuais tecnologias de GNL garantem um baixo nível de emissões de poluentes atmosféricos, como NOx e partículas”, referindo ainda a existência de uma infraestrutura adequada às necessidades atuais de abastecimento.

A GASNAM considera que a relevância do Gás Natural, do Gás Renovável, do Gás Sintético e do Hidrogénio como combustíveis avançados adequados a uma economia de baixo carbono, é avaliada positivamente por esta proposta e demonstra a necessidade de continuar a desenvolver a tecnologia e o investimento em infraestruturas relativas a estes combustíveis, de modo a ser possível atingir os objetivos previstos.

A proposta de Regulamento de Emissões de CO2 para Veículos Pesados, aprovada, inclui uma avaliação das reduções resultantes da utilização de combustíveis renováveis avançados

Em particular a utilização do GNL (Gás Natural Liquefeito) nos veículos pesados é a única solução económica e tecnologicamente viável para a substituição do Diesel de modo a que as empresas gestoras de frotas não venham a ser penalizadas num futuro próximo.

A proposta estabelece uma ligação à comunicação da Comissão "Uma estratégia europeia para a mobilidade de baixas emissões" que estabelece para 2050 um objetivo de alcançar um volume de emissões 60% inferiores às de 1990, sendo indicado que a “redução das emissões de CO2 do sector dos transportes rodoviários contribui para o objetivo vinculativo de pelo menos 40% de redução interna dos gases responsáveis pelo efeito de estufa até 2030 em comparação com 1990”.

Considerando que os veículos pesados representam cerca de 25% do total das emissões de CO2 dos transportes rodoviários e que se prevê um aumento, sem quaisquer medidas adicionais, de 9% entre 2010 e 2030, a Comissão irá definir metas para os quatro principais grupos de veículos pesados, com base nas emissões médias referentes aos novos registos realizados entre 1 de Julho de 2019 e 30 de Junho de 2020, refletindo já as inovações tecnológicas introduzidas.

O Regulamento identifica os objetivos que devem ser alcançados pelas frotas de transporte indicando: “… o presente regulamento estabelece normas de desempenho em matéria de emissões de CO2 para veículos pesados novos, pelo que as emissões específicas de CO2 da frota de veículos pesados da União serão reduzidas em comparação com as emissões de CO2 da seguinte forma:

a) Para os períodos de referência do ano 2025 em diante, de 15%;

b) Para os períodos de referência do ano 2030 e posteriores em 30%, …”

No âmbito da revisão e acompanhamento da eficácia do regulamento a Comissão dá uma especial relevância para os combustíveis líquidos e gasosos requerendo que seja incluída “uma avaliação do contributo potencial para a redução de emissões da utilização de combustíveis alternativos renováveis líquidos e gasosos sintéticos e avançados, incluindo e-combustíveis, produzidos com energia renovável e que cumpram os critérios de sustentabilidade e de redução das emissões de gases com efeito de estufa nos termos da diretiva”.

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